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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

TOP 100 - 29 AQ 20



Na antevéspera do final da lista da página, as primeiros posições vão se aproximando com obras primas do cinema queer musical, diretores consagrados, como Gregg Araki e David Lynch, um premiado longa animado, um novo e um velho clássico, uma fábula brasileira e muito mais!

 29 -Cisne Negro(Black Swan, EUA, 2010)


Cisne Negro, de Darren Aronofsky, é um melodrama completo, contado com intensidade apaixonada e sombriamente absurda. É centrado na performance, ganhadora do Oscar, de Natalie Portman que é nada menos que heroica e reflete o conflito entre o bem e o mal no balé “Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky. Uma coisa é se perder na sua arte. A bailarina de Portman enlouquece.





As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, é uma mistura fascinante de terror, fantasia e musical que vai do humor ao comovente, do romântico ao trágico, tudo isso mantendo o senso de conto de fadas. Na trama, uma mulher chamada Clara (Isabél Zuaa), precisando muito de dinheiro, arruma um emprego como babá da futura mãe solteira Ana, Marjorie Estiano em uma grande atuação. Clara é pobre, lésbica, negra - e Ana - uma rica socialite heterossexual branca.

27 - Mistérios da Carne(Mysterious Skin, EUA, 2004)



Ambientado no início da década de 1980, o filme de Gregg Araki, é sobre sexualidade na infância, mas vai muito mais além tratando de um tema pesado: a pedofilia. Com certeza entre os vários desejos homossexuais de Neil não estavam ser abusado por seu estuprador.


26 - Hedwig - Rock, Amor e Traição(Hedwig and the Angry Inch, EUA, 2001)



Quando em 1998, John Cameron Mitchell levou para os palcos Off Broadway, o musical Hedwig: and the angry inch, com canções de Stephen Trask, eles estavam simplesmente revolucionando a cena queer com uma obra que se tornaria referência de representatividade de identidade de gênero com música de qualidade. Em 2001, Mitchell levou o musical para às telas, dirigindo, escrevendo e protagonizando a história de uma trans nascida em Berlim, que lidera uma banda de rock.

25 - Flee(Flugst, Dinamarca, 2021)



Animado de forma evocativa em um estilo visualmente esparso, mas emocionalmente vibrante, com um forte senso de movimento e interioridade, Flee é um poderoso e refrescante documentário  escrito e dirigido pelo cineasta Jonas Poher Rasmussen.Trauma é uma coisa horrível de se conviver, o que significa que fazer um documentário sobre isso pode ser um grande desafio. Flee  é sobre um sujeito anônimo que nunca falou sobre sua história notável e se fecha se tenta. Ainda assim, por meio de animação e entrevistas persistentes, o filme fornece um vislumbre do que o homem  conhecido como Amin, passou.


24 - Cidade dos Sonhos(Mulholland Drive, EUA, 2001)



É notável que Cidade dos Sonhos, de David Lynch, foi concebido a partir do material de uma série cancelada, ao estilo Twin Peaks, com a adição de algumas imagens filmadas mais tarde. Isso pode explicar a narrativa, mas o filme é abertamente onírico e, como a maioria dos sonhos, se move incerto por um caminho com muitas curvas. Lynch molda Cidade dos Sonhos como uma narrativa de duas camadas apresentando os mesmos atores, mas em papéis diferentes e universos aparentemente separados. É estranho, é impenetrável, mas há uma qualidade hipnotizante em seu ritmo lânguido, sua sensação de mau presságio e sua atmosfera perdida no tempo  e não faltam toques lynchianos.


23 - The Rocky Horror Picture Show(EUA, 1975)



The Rocky Horror Picture Show fez história, trazendo uma trama feita exclusivamente queer. Embora a crítica especializada torcesse o nariz, o filme foi um fenômeno entre as sessões da meia-noite. Dirigido por Jim Sharman, o longa é uma adaptação do espetáculo musical, Off Broadway escrito por Richard O Bien, e levado aos palcos em 1973. No filme ele misturou astros em ascensão ao elenco da peça. O mote principal de The Rocky Horror Picture Show é ser uma sátira dos filmes de terror, por isso há muitas referências à mansões mal assombradas, cientistas loucos e Frankenstein , além de canções icônicas.


22 - O Segredo de Brokeback Mountain(Brokeback Mountain, EUA, 2005)



Ang Lee saiu totalmente de sua zona com O Segredo de Brokeback Mountain, uma história de amor entre dois homens, e fez isso com excelência. O longa é um considerado um novo clássico e referência de cinema queer. Com uma fotografia sublime, uma trilha sonora icônica e a atuação visceral do saudoso Heath Ledger, como Ennis del Mar e Jake Gyllenhall, o Jack Twist, conhecemos os dois protagonistas em um posto de empregos, em 1963. Eles são mandados pelo patrão Aguirre à Brokeback Mountain, onde cuidarão de ovelhas e farão o serviço do campo


21 - Os Sonhadores (The Dreamers, França/Itália/Reino Unido, 2003)



A carta de amor ao cinema de Bernardo Bertolucci, se passa em grande parte em um vasto apartamento parisiense. Baseado no romance The Holly Innocents, de Gilbert Adair, que também assina o roteiro, o filme mostra o sexo transgressivo. Do lado de fora das janelas, há tumultos nas ruas e, de fato, em um momento de óbvio simbolismo, uma pedra atirada pela janela salva a vida dos personagens, a revolução interrompendo o triângulo introvertido formado por Eva Green, Louis Garrel e Michael Pitt.

20 - Festim Diabólico (Rope, EUA, 1948)

Um cadáver, um baú misterioso e um jantar amigável. Com estes três elementos, o mestre,  Alfred Hitchcock consegue tecer uma história perturbadora que não deixa ninguém indiferente. Era o ano de 1948 e este seu primeiro filme colorido. inspirado na peça de Patrick Hamilton, escrita em 1929, baseada no assassinato do menino Bobby Frank, por um casal de homossexuais apenas por diversão.


PARTE 1 - 100 AO 90
PARTE 2 - 89 AO 80
PARTE 3 - 79 AO 70

PARTE 4 - 69 AO 60

PARTE 5 - 59 AO 50 PARTE 6 - 49 AO 40

PARTE 7 - 39 AO 30

PARTE 8 - 29 AO 20

PARTE 9 - 19 AO 11

PARTE 10 - 10 AO 01


terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

TOP 100 - 39 AO 30

A lista está afunilando, e o ranking chegando ao seu desfecho. Hoje, na sétima parte, vamos falar de filmes tão variados quanto representativos, tem de John Waters a Apichatpong Weerasethakul, passando pela França de Honoré e de Ozon.

39 - Deuses e Monstros(EUA/Reino Unido, 1998)


Dirigido e adaptado  por Bill Condon, do romance Father of Frankestein, de Christopher Bram, o filme é uma homenagem ficcional aos últimos dias do diretor James Whale, de filmes como O Homem Invisível(1933) e A Noiva de Frankenstein(1935), interpretado brilhantemente por IanMcKellen. O longa, pinta uma imagem vívida de um homem que em uma época em que a maioria dos homossexuais permaneceu no armário, foi um dos poucos que assumiu sem remorso sua sexualidade.

38 -Vestida de Azul(Espanha, 1983)


Em 1983,  o diretor espanhol Antonio Gimenez Rico estava inovando ao retratar a realidade de mulheres trans em seu país, em um período de transição pós ditadura franquista. Vestida de Azul é simplesmente um ícone transgênero na Espanha, filme obrigatório para aqueles que pretendem ir mais a fundo no assunto. O documentário, que foi revisitado em um ensaio de Valeria Vegas, autora da biografia de ‘La Veneno’, servirá como base para a segunda temporada.

37 - Nunca Vas a Estar Solo(Chile, 2016)



Santiago do Chile. Pablo (Andrew Bargsted), um jovem estudante do ensino médio, descobre a paixão pela noite. Mas um dia ele é vítima de um violento ataque homofóbico que o deixa em coma. Enfurecido, seu pai Juan(Sergio Hernandez), faz de tudo para encontrar os culpados. Baseado em uma história real, Nunca vas a estar Solo é o primeiro filme do também músico Alex Anwandter e tem sua gênese em uma notícia que chocou o Chile


36 - Pink Flamingos(EUA, 1972)



Numa das obras mais subversivas de John Waters, a safada Divine vive em um trailer com seu filho hippie maluco, Crackers, e sua mãe de 100 quilos, viciada em ovos, Mama Edie, tentando descansar tranquilamente ostentando o título de "as pessoas mais imundas do mundo". Mas a competição aparece na forma de Connie e Raymond Marble, que vendem heroína para crianças em idade escolar e sequestram e engravidam garotas, depois vendem os bebês para casais de lésbicas. Finalmente, eles desafiam Divine diretamente e a batalha começa.


35 - Como Sobreviver a uma Praga(How to Survive a Plague, EUA, 2012)


O relato meticulosamente detalhado de David France é como um grupo furioso e ferozmente comprometido de pessoas altruístas e destemidas, que ao enfrentar a indústria farmacêutica e as instituições governamentais, eles fizeram uma diferença real e salvaram incontáveis ​​vidas. Esta é, obviamente, a história da epidemia de AIDS que trouxe a formação da organização AIDS Coalition to Unleash Power, mais conhecida como ACT UP.


34 - Mal dos Trópicos(Sud Pralad, Tailândia, 2004)


Mal dos Trópicos, de Apichatpong Weerasethakul, explora a relação apaixonada entre dois homens com consequências incomuns. O filme é dividido em duas partes. A primeira metade mostra a modesta atração entre dois homens no campo ensolarado e relaxante e a segunda metade mostra a confusão e o terror de uma ameaça desconhecida à espreita nas sombras da selva.


33 - Conquistar, Amar e Viver Intensamente(Plaire, aimer et courir vite, França, 2018)



Em Conquistar, Amar e Viver Intensamente, de Christophe Honoré, é 1993. Arthur, 20 e poucos anos, estuda em Rennes. Sua vida muda quando ele conhece Jacques, um escritor que mora em Paris com seu filho. Durante todo o verão, Arthur e Jacques se divertem e se amam. Mas Jacques sabe que esse tipo de amor precisa viver rápido.


32 - O Tempo que Resta(Le temps qui reste, França, 2005)



No filme, de François Ozon, Romain, 31, descobre que um tumor maligno pode matá-lo em poucos meses. Decisões: Tratamento? Trabalhos? Como dizer a seu amante e sua família. Ele se lembra do mar e de si mesmo quando criança. Ele se encara no espelho. Ele é cruel: diante da morte, ele afasta as pessoas. Ele visita sua avó, interpretada por Jeanne Moreau, para contar a ela; no caminho, ele conversa brevemente com uma garçonete onde surge uma proposta inusitada. 




Diego, um jovem homossexual culto, cético, apaixona-se por uma jovem comunista heterossexual cheia de preconceitos e ideias doutrinárias. Primeiro vêm a rejeição e a desconfiança, mas também o fascínio. Morango e Chocolate é uma história de amadurecimento contada através do desenvolvimento de uma grande amizade que supera a incompreensão e a intolerância, de um regime totalitário.

30 - Não é o Homossexual que é perverso, mas a situação em que ele vive(Nicht der Homosexuelle ist pervers, sondern die Situation, in der er lebt, Alemanha, 1971)


No cult de Rosa von Praunheim, Daniel, um jovem do interior chega à cidade e passa de uma subcultura gay para outra. Suas aventuras começam nas ruas de Berlim, onde o tímido moreno Daniel conhece a loira Clemens, que o convida para um café em casa e lhe oferece um lugar para ficar. Logo Daniel está morando com Clemens e acredita ter encontrado o amor de sua vida. Os dois tentam imitar um casamento burguês e seu estilo de vida. Mas depois de quatro meses de tédio, Daniel é perseguido por um homem mais velho e rico que o convence a se mudar para sua vila, onde ele encontra um grupo de gays mais velhos, pretensiosos em suas apreciações de belas artes e música clássica, que o bajulam

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

TOP 100 - 69 AO 60

 69 - Rafiki (Quênia, 2018)

Rafiki é um romance, entre duas jovens, ambientado em um lugar onde tais histórias de amor, na vida real e na tela, são proibidas por lei. É o primeiro filme queniano a ser exibido em Cannes e, mais importante, o primeiro filme com uma mensagem positiva sobre a homossexualidade no Quênia, onde o filme foi banido em seu lançamento.  A diretora, Wanuri Kahiu, cria uma ode lírica para encontrar uma alma gêmea em meio a uma maioria indiferente, usando o conto de Monica Arac de Nyeko, Jambula Tree, como sua base.


68 - As Horas(The Hours, EUA/Canadá/França/Reino Unido/Alemanha, 2002)



O romance Mrs. Dalloway(1925), de Virginia Woolf, conecta as três histórias de As Horas, de Stephen Daldry. Em diferentes épocas, Virginia Woolf, Nicole Kidman, ganhadora do Oscar, entra no rio e se afoga. Laura (Julianne Moore) está em sua cozinha arrumada, sobrecarregada pela expectativa de conformidade dos subúrbios, enquanto as lágrimas escorrem  como chuva. Clarissa (Meryl Streep) permite que uma onda de pânico a desfaça



Em 1992, quando o filme, de Neil Jordan, foi lançado o protagonismo trans e ainda por cima negro era tabu e o diretor quebrou essa barreira construindo uma história delicada e visceral para a protagonista Dil, interpretada por Jaye Davidson, indicado ao Oscar de ator coadjuvante naquele ano.

66 - O Funeral das Rosas(Funeral Parade of Roses, Japão, 1969)


No Japão dos anos 1960, as mulheres trans passeiam pelas ruas enquanto chamam a atenção dos passantes. Ainda que o filme, de Toshio Matsumoto, O Funeral das Rosas, trate questões trans com certa naturalidade, ele utiliza  um caráter experimental, e que quebra os padrões da linguagem cinematográfica, tanto na direção de fotografia, como na montagem e trilha. Integrante da chamada New Wave do cinema japonês o filme traz referências a elementos contemporâneos à época como Nouvelle Vague francesa e foi baseado em Édipo Rei e declaradamente uma fonte de inspiração para Stanley Kubrick, em Laranja Mecânica.


65 -Línguas Desatadas(Tongues Untied, EUA, 1989)


Línguas Desatadas, é o tipo de recado urgente de uma sociedade negra e gay que vivia nos Estados Unidos sob as administrações Reagan e Bush; é um relatório das próprias margens, composto de alguma forma fora da linguagem habitual. O diretor Marlon Riggs coloca à frente e no centro um núcleo de depoimentos - alguns falados, outros cantados, outros em rap- refletindo sobre o duplo preconceito enfrentado por homens, negros e gays, no epicentro da AIDS: atacados tanto por sua cor de pele quanto por preferências sexuais.


64 - E Então nós dançamos(And then we danced, Georgia/Suécia, 2019)

Um conto apaixonado de amor e libertação ambientado nos confins conservadores da sociedade georgiana moderna, E Então Nós Dançamos, de Levan Akin, segue Merab, um dançarino dedicado que treina há anos com sua parceira Mary para uma vaga no National Georgian Ensemble. A chegada de outro dançarino, Irakli, dotado de forma perfeita e equipado com uma tendência rebelde, desequilibra Merab, provocando uma intensa rivalidade e um desejo romântico que pode levá-lo a arriscar seu futuro na dança, bem como seu relacionamento com Mary. e sua familia.



Carlitos(Lorenzo Ferro) é um jovem de dezessete anos com arrogância de estrela de cinema, cachos loiros e cara de bebê. Quando menino, ele cobiçava as coisas de outras pessoas, mas foi só no início da adolescência que sua verdadeira vocação - ser um ladrão - se manifestou. Ao conhecer Ramon(Chino Darín) em sua nova escola, Carlitos se sente imediatamente atraído por ele e começa a se exibir para chamar sua atenção. Juntos, eles embarcam em uma jornada de descobertas, amor e crime. Matar é apenas um desdobramento aleatório da violência, que continua a aumentar até Carlitos ser finalmente preso. o filme, de Luis Ortega, é baseado na vida de Carlos Robledo Puch,  coberto de atenção por causa de sua beleza, ele se torna uma celebridade da noite para o dia. Ao todo, acredita-se que ele tenha cometido mais de quarenta roubos e onze homicídios. Hoje, depois de mais de 46 anos de prisão, Puch é o preso mais antigo da história da Argentina.


Nessa obra visceral, de Rainer Werner Fassbinder, impulsionado pela agonia de um amor não correspondido, Erwin Weishaupt(Volker Spengler), trabalhador de matadouro e pai de um filho casado, reúne coragem para se tornar Elvira. Como resultado, rejeitada por amigos e familiares, a desesperada Elvira busca consolo em todos os lugares errados, expondo-se ao desprezo vitriólico e ao ridículo cruel. Enquanto a aflita Elvira vagueia pelas sombrias estradas de Frankfurt com a prostituta Zora, lutando para sobreviver em um ambiente urbano sem rosto definido pela brutalidade, solidão e desespero, ela refaz memórias de seu passado conturbado.


61 - Tom na Fazenda(Tom à la Ferme, Canadá, 2013)


Dirigido e estrelado por Xavier Dolan, o filme conta a história de Tom, que está nas garras da dor e da depressão após a morte de seu amante. Ao conhecer a família do falecido, é revelado que a mãe não sabia da orientação sexual do filho, nem tampouco de seu relacionamento com Tom.O roteiro é baseado em uma peça de Michel Marc Bouchard.


60 - A Rainha Diaba (Brasil, 1974)



Quando os créditos de A Rainha Diaba aparecem na tela, ao som de Índia seus cabelos, somos avisados que todos os personagens são ficcionais, porém sabemos que o argumento do dramaturgo Plínio Marcos, se inspirou na figura de João Francisco dos Santos, o Madame Satã. O longa, de Antônio Carlos da Fontoura, é um marco por ser um dos primeiros no cinema brasileiro, em plena ditadura, a trazer o protagonismo negro e LGBTQIA+l, ainda que esse viesse acompanhado de bandidagem e caricatura. A Rainha Diaba, interpretada pelo gigante Milton Gonçalves tem um reino aos seus pés.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

TOP 100 - 79 AO 70

 79 -Orlando: A Mulher Imortal(Orlando, Reino Unido, 1992)

A diretora Sally Potter se baseou no romance da autora Virginia Woolf,  escritora, que  abordava temas como empoderamento feminino e homossexualidade em uma época extremamente conservadora. Sua obra Orlando, de 1928, transgredia tempo e gênero e foi lindamente levada para o cinema pelas mãos, é claro, de uma mulher. Andrógina como sempre, Tilda Swinton surge emulando David Bowie, em um figurino vitoriano.



Baseado no curta Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro, o longa, ganhador do Teddy, em Berlim,  estrelado pelos mesmos atores, não se trata de uma continuidade, mas apresenta uma narrativa completamente diferente para a mesma história. O filme segue Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que cresceu em São Paulo e está dando os primeiros passos rumo à independência e ao primeiro amor.

77 - 120 Batimentos por Minuto(120 battements par minute, França, 2017)


Ganhador do Queer Palm, em Cannes, o filme de Robin Campillo, 120 batimentos por minuto, mostra a militância feroz da Act Up Paris, sigla para AIDS Coalition to Unleash Power, um grupo que nasceu em 1987 e ganhou força em todo o mundo. De cara, o longa já traz uma descentralização da abordagem da militância no cinema norte-americano e nos leva para  Paris, onde a luta do grupo contra a indústria farmacêutica acontecia com fervor.


76 - Corações Desertos(Desert Hearts, EUA, 1985)



Corações Desertos é um filme que exalta a feminilidade. Feito, escrito e dirigido por mulheres, o longa é um marco, por uma das primeiras vezes estar mostrando a relação entre duas homossexuais de uma forma positiva, na Nevada, de 1959. O filme, dirigido por Donna Deitch, começa quando Vivian Bell(Helen Shaver) chega à estação de trem após ter pedido o divórcio. A professora se hospeda no rancho de uma família, onde conhece a jovem Cai(Patricia Charbonneau).


75 - XXY(Argentina, 2007)



Dirigido e escrito pela argentina Lucía Puenzo, o drama XXY, aborda a questão intersexo, um  tema tão delicado e poucas vezes tratados no cinema. Conhecemos Alex, uma adolescente de 15 anos cuja sexualidade é um mistério e seus pais, o zeloso progenitor é interpretado pelo excelente Ricardo Darín. Após a chegada de uma família em sua casa no balneário de Maldonado, no Uruguai, a trama começa a se desenvolver.




O filme, de Kimberly Peirce, conta a história de um garoto transexual, Brandon Teena, morador de uma pequena cidade americana. Baseado em fatos reais, o roteiro mostra os violentos preconceitos que sofre quando sua identidade é exposta. Um brutal e cruel retrato de transfobia, que rendeu à Hillary Swank, o Oscar de Melhor Atriz. Com Cloé Sevigny e Peter Sarsgaard, no elenco, o filme é um grito de socorro da comunidade LGBTQIA+, que ainda hoje segue passando esses tipos de situação.



Totalmente falando em latim Sebastiane, foi o filme de estreia de Derek Jarman, co-dirigido por Paul Humfress. O longa abre com a cena de um homem pintado inteiramente de branco dançando no centro de um grupo masculino, lembrando o universo circense de Alejandro Jodorovsky. Fotografado gloriosamente a obra segue a história de um grupo de homens e sua interação com um capitão romano, cuja fé pagã não condiz bem com as crenças cristãs da figura mítica de Sebastiane.



Como de costume na filmografia de Todd Haynes o longa nos remete a uma diferente época, dessa vez os conservadores anos 1950, onde Carol interpretada por Cate Blanchett, sempre brilhante, enfrenta o fim do casamento, sua própria homossexualidade e a necessidade de evitar um escândalo ao lutar pela guarda da filha. Quando conhece Therese(Rooney Mara) em uma loja as duas passam a desenvolver uma relação de cumplicidade que logo se transformará numa paixão clandestina.

71 - Gotas d'água em pedras escaldantes(Gouttes d'eau sur pierres brûlantes, França, 2000)


Alemanha, anos 1970. Léopold(Bernard Giradeau), um cinquentão, seduz Franz(Malik Zidi), um jovem garoto de 19. Franz se apaixona e vai morar com Léopold. No entanto, surge um dia uma pequena divergência, sobre a qual os dois não conseguem concordar. E a chegada de Anna(Ludivine Sagnier) e Vera(Ana Levine) só tendem a piorar a situação. A partir daí, não há mais um eu comum entre eles, mas apenas divergências. Baseado na peça de Rainer Werner Fassbinder, grande referência cinematográfica de François Ozon, que voltou mais recentemente a homenagear o alemão em Peter Von Kant. 


70 - Frida(EUA/México, 2002)


Dirigido por Julie Taymor, cujo trabalho nos palcos da Broadway é reconhecido internacionalmente, este é um filme biográfico que usa a criatividade como ferramenta para dissecar uma vida tempestuosa. Nascida de pai judeu alemão e mãe mexicana, Frida, muito bem representado por Salma Hayek, cresceu na Cidade do México em uma época em que era um foco de exílio e intriga.


PARTE 1 - 100 AO 90
PARTE 2 - 89 AO 80
PARTE 3 - 79 AO 70

PARTE 4 - 69 AO 60

PARTE 5 - 59 AO 50 PARTE 6 - 49 AO 40

PARTE 7 - 39 AO 30

PARTE 8 - 29 AO 20

PARTE 9 - 19 AO 11

PARTE 10 - 10 AO 01