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segunda-feira, 1 de julho de 2024

TOP 10 - 1º SEMESTRE DE 2024

 

Com a chegada de julho, já é possível fazer um balanço do que o Cinema LGBTQIA+ nos trouxe de melhor até aqui. A lista que segue inclui títulos, de 2023 e 2024, alguns lançados, vistos nos cinemas ou streaming, outros não, mas que vi por meios alternativos, e segundo essa página são os melhores do ano até agora!


10 - The Missing(Iti mapukpukaw, Filipinas/Tailândia, 2023)


A animação, de Carl Joseph E. Papa, lança luz sobre os efeitos indescritíveis do trauma e do luto. Mas, mais importante, ressalta o papel vital que uma dose saudável de sistema de apoio pode desempenhar para ajudar alguém a navegar em sua jornada para derrotar seus monstros pessoais.


09 - Rivais (Challengers, EUA, 2024)


Luca Guadagnino e o roteirista Justin Kuritzkes, voltam a trabalhar juntos, desta vez em uma história de ascensão ou incursão atípica ao gênero de filmes esportivos. Embora também haja muito tênis jogado, o longa é mais sobre o amor, o sexo e as energias que eles liberam.


08 - All the Colours of the World Are Between Black and White(Nigéria, 2023)



Ganhador do Teddy, em 2023, no Festival de Berlim, o filme escrito e dirigido por Babatunde Apalowo, e lindamente filmado por David Wyte, nos apresenta Bambino (Tope Tedela), que ganha a vida como um entregador que se desloca pela hostil cidade de Lagos em uma motocicleta, e também Bawa (Riyo David), dono da Click Photography,


07 - Queendom (EUA/França, 2023)

O documentário, de Agniia Galdanova, apresenta-se como um retrato que se expande progressivamente para um olhar mais coletivo, onde Gena Marvin manifesta com sua performance como  ativista global representando um grupo de pessoas que não são aceitas em seu país, a Rússia.


06 - Sebastian (Reino Unido/Finlândia/Bélgica, 2024)



Sebastian, de Mikko Mäkelä, faz comentários marcantes sobre muitas dualidades da prostituição, bem como a desconstrução dentro da narrativa LGBTQIA+. Está longe de ser sutil, mas os temas levam a lugares interessantes.


05 - Femme(Reino Unido, 2023)

O filme conta a história de um artista drag queen chamado Jules (Nathan Stewart-Jarrett), que se torna alvo de um ataque homofóbico nas mãos de Preston (George MacKay) e seu grupo de amigos. Meses depois, Jules reconhece seu agressor em uma sauna gay e decide se vingar.


04 - Sem Coração (Brasil/França/Itália, 2023)



O filme, de Tião e Nara Normande,  é um microcosmo da própria vida repleto de momentos únicos e inesquecíveis, retratando um espectro de experiências humanas, da alegria à tristeza, da perda ao ganho, do medo do desconhecido à descoberta do amor profundo.


03 - Love Lies Bleeding - O Amor Sangra(Love Lies Bleeding, Reino Unido/ EUA, 2024)

Juntas, as mulheres, do filme de Rose Glass, explodem com uma paixão que não é mostrada apenas em suas cenas de amor, mas com a conexão de seus espíritos. Lou e Jackie imediatamente apoiarão uma à outra, não importa o que aconteça. 


02 - I Saw the TV Glow (EUA, 2024)

"I Saw the TV Glow" é um exame sonhador, mas com tons de horror, da experiência queer especificamente trans. Esse é um dos aspectos definidores da narrativa, que a roteirista e diretora Jane Schoenbrun, ela mesmo transgênero, tem destacado em aparições na mídia para que ninguém entenda mal as escolhas feitas. 


01 - Todos nós Desconhecidos (Reino Unido/EUA, 2023)


Muita gente não irá concordar, eu, porém convivo com o luto desde a infância e a conexão com o personagem Adam, de Andrew Scott foi imediata. O longa de Andrew Haigh é um acerto de contas com o passado, mas também um conto sombrio e melancólico sobre solidão e lidar com traumas.



quinta-feira, 25 de abril de 2024

Rivais(Challengers, EUA, 2024)

Tashi Duncan (Zendaya) é uma ex-prodígio do tênis, agora treinadora: uma força da natureza que não permite erros, dentro e fora das quadras. Assim, sua estratégia para a redenção de seu marido Art Donaldson (Mike Faist), um astro que acaba de voltar de uma série de derrotas, toma um rumo surpreendente quando este tem que enfrentar o agora arruinado Patrick (Josh O'Connor), outrora melhor amigo de Art e ex-namorado de Tashi. À medida que seu passado e presente colidem e as tensões aumentam, Tashi se verá tendo que questionar qual é o preço da vitória.

Luca Guadagnino e o roteirista Justin Kuritzkes, voltam a trabalhar juntos, desta vez em uma história de ascensão ou incursão atípica ao gênero de filmes esportivos. Embora também haja muito tênis jogado, o longa é mais sobre o amor, o sexo e as energias que eles liberam.


Rivais conta a história de um triângulo amoroso cujo campo de jogo é sempre o tênis. Como jovens de 18 anos, Art e Patrick são muito familiarizados um com o outro, mas seu amor por Tashi os torna rivais. Tashi visita os dois jovens, em seu alojamento, como eles desejavam. Ela conduz a conversa, ela finalmente sinaliza que o beijo também é permitido. 


Luca Guadagnino alterna entre eventos que aconteceram agora, há 13 anos, ou apenas duas semanas ou algumas horas atrás, e assim aborda passo a passo não apenas a dinâmica especial dos personagens entre si, mas também dos próprios indivíduos.


Com a fotografia, de Sayombhu Mukdeeprom, o diretor prova sua vontade estilística. Tudo é elegante e jovem, energeticamente pulsante e sexy. A câmera testa todas as perspectivas possíveis, até mesmo olhando para os jogadores de baixo do chão.


Zendaya, uma estrela absoluta, oferece a performance de sua carreira, finalmente saindo dos retratos adolescentes. Ela comanda cada cena em que está com confiança e intensidade ardente, contracenando com dois colegas de elenco que estão à altura da tarefa de equilibrar sua energia.


O roteirista e o diretor constroem o filme, como se fosse uma verdadeira partida de tênis. A história dos três protagonistas se desenrola ao longo de 13 anos, de 2006 a 2019, com o espectador sendo levado de um lado para o outro durante esse tempo como acompanhando uma bola.


Guadagnino encena com tanta garra e sofisticação, com tanta sensualidade e um fino senso de subtexto estrondoso, que é irresistível. E assim como ele gira e remonta a cronologia do amor, ele também quebra a sequência e impacto no tênis e a transforma em uma montanha-russa alimentada pelo ritmo da trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross.