Criada pela adolescente Zelda Barnz, de 19 anos, e seu pai Daniel Barnz, que também dirige(seu outro pai, Ben Barnz, produz) Generat+on, segue um grupo de estudantes do ensino médio cuja exploração da sexualidade contemporânea testa crenças sobre a vida, o amor e a natureza da família em uma cidade conservadora. Na primeira cena, uma garota está sentada em uma praça de alimentação de um shopping gritando com sua amiga para terminar no banheiro. Delilah(Lukita Maxwell), está tendo um bebê, mas ninguém pode saber. Sua amiga enlouquece e tenta lidar com a situação, pesquisando “como dar à luz,” no Google. A partir dessa gravidez inesperada e seu fatídico parto é que os seguintes 8 episódios, de 30 minutos, irão se desenrolar. Destacam-se os personagens Chester (Justice Smith), um adolescente destemido, que se realça por seu visual fluído e ignora as suposições de gênero, e Arianna (Nathanya Alexander), uma jovem adotada por dois pais e bastante descolada
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
TOP 10 SÉRIES LGBTQIA+ 2021
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
Sex Education 3ª Temporada(Reino Unido, 2021)
Sex Education chega à sua terceira temporada mostrando que ainda há muita história para contar. Otis(Asa Butterfield) finalmente está transando, secretamente com Ruby(Mimi Keene), a garota mais popular da Escola Moordale. Eric(Ncuti Gatwa) está em um relacionamento com seu antigo algoz, Adam(Connor Swindells). Todos estão fazendo sexo ao som de Everybody Dance Now.
Todo mundo, menos Maeve(Emma Mackey). A personagem que teve o coração partido por Otis, está mais preocupada em relações familiares e curriculares, do que com a antiga “clínica do sexo”, que no passado ajudou diversos estudantes a se resolverem, além de causar algumas confusões.
Para limpar a imagem de “Escola do Sexo” entra em cena uma nova diretora, ironicamente chamada de Sra. Hope(Jemima Kirke). Suas ideias são ultrapassadas e retrógradas e vão totalmente contra o que Maeve, Otis e sua mãe Jean(Gillian Anderson), pregavam. Ela defende a abstinência e parece um pouco intolerante em relação à diversidade.
Adam, o mais bem-dotado da série, que na primeira temporada tinha um comportamento homofóbico e na segunda se envolveu com sua vítima Eric, é provavelmente o personagem que mais cresce ao longo do programa. Ele luta para assumir sua homossexualidade, depois para admitir que é passivo e por fim descobrir sua verdadeira vocação.
Há um momento em que o coral ensaia a subversiva Fuck the Pain Away, da cantora Peaches, e essa sequência é simplesmente sensacional. No entanto, é interrompida pelas novas normas da direção da escola, que quer ‘encaretar’ o coral, o fazendo cantar em latim.
A propósito da trilha sonora, este ano a série caprichou nos hits do presente e do passado. Tem Yello, Doris Day, Duran Duran, Todrick Hall, Bob Dylan, Blur, Etta James, Ezra Furman, Le Tigre, David Bowie, Queen, Nancy Sinatra, Kelis, Aimee Mann, com a linda Save Me, da trilha de Magnólia(1999), e muito mais.
A personagem Cal(Dua Saleh) entra para debater não binariedade. E isso fica muito claro quando discute sobre pronomes ou então questiona o uso obrigatório do uniforme, já que não se enquadra em usar roupas justas. “Como você define correto?”, indaga.
Ruby mostra certa vulnerabilidade quando leva Otis para conhecer sua casa, algo que não tinha feito com ninguém por vergonha, mas não escuta o desejado ‘eu te amo’ e a relação não vai para frente. Otis segue apaixonado por Maeve.
Mesmo mantendo sempre o bom humor, com piadas de cocô e cupcakes de vagina, a série não deixa de abordar temas delicados, como abuso, sexo com portadores de deficiência, e assuntos necessários como prevenção e PrEp. Gillian Anderson segue brilhando como a esclarecida sexóloga Jean Milburn, que agora passa por uma gravidez na maturidade.
Viv(Chinenye Ezeudu), a puxa-saco oficial de Hope, também ganha um arco na trama, já que após ser eleita a líder estudantil, ela descobre que está sendo usada pela diretora por sua imagem de negra batalhadora e isso desencadeia eventos fundamentais par a trama.
A mais fetichista das fantasias, a da personagem Lily(Tanya Reynolds), que sonha e desenha extraterrestres é mais explorada dessa vez, e há até um trecho animado, no início de um episódio, ilustrando seus desenhos alienígenas e eróticos. Porém essa sua diferença é usada contra ela, e também faz a namorada Ola(Patricia Allison) se questionar sobre o relacionamento.
O episódio mais divertido e revelador é com certeza quando a turma embarca numa viagem de ônibus à França com seus dois atrapalhados professores. Eric vai para um casamento na Nigéria e Adam tem a oportunidade de conhecer melhor o ex de seu atual Rahim(Sami Outalbali), e criar uma bonita e inusitada amizade. Mas atenção para o SPOILER: Neste capítulo acontece o esperado beijo e possível acerto entre Otis e Maeve, que a essas alturas está envolvida com o deficiente Isaac(George Robinson).
Hope, quase uma vilã de novela mexicana, começa a perder o controle da escola, quando todos os alunos se rebelam contra ela, que quer transformar o colégio na Academia Sparkside, com punições bizarras e incentivo à abstinência.
Alguns personagens secundários, como a mãe de Maeve, dependente química, e o Sr. Michael Groff(Alistair Petrie), o antigo diretor da escola que não consegue emprego em lugar nenhum, descobre o prazer na cozinha, e têm o seu arco de redenção.
Com 08 episódios, de cerca de 1h, a série, criada por Laurie Nunn, para a Netflix, chega ao seu último episódio iluminada pela chegada de um bebê. Os personagens resolvem suas relações voláteis, para sim ou para o não e resplandecem em cenas que enchem os olhos. Como seus atores já estão bastante maduros para seguir no ensino-médio resta saber se haverá uma nova temporada, ganchos ficaram, mas caso não haja Sex Education encerra o círculo dramático de seus protagonistas com uma excelência até então inédita.
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
TOP 8 SÉRIES LGBTQIA+ 2020

Este ano não vi tantas séries quanto gostaria, e muitas não foram de temática LGBTQIA+, eu me joguei nos filmes. Mesmo assim não deixei passar algumas produções imperdíveis que me possibilitaram fazer um TOP 8.
8 - I am not okay with this(EUA, 2020)
Sydney (Sophia Lillis) é uma adolescente que navega pelas provações e atribulações do ensino médio, enquanto lida com as complexidades de sua família, sua sexualidade em ascensão e novos "superpoderes". A série, que é excelente, lembra bastante o filme Thelma, mas, foi cancelada após a sua primeira temporada.
7 - Boca a Boca(Brasil, 2020)
Em uma cidade pecuarista do interior, adolescentes entram em pânico quando são ameaçados por um surto epidêmico causado por uma infecção contagiosa transmitida pelo beijo. Em uma trama contemporânea e misteriosa, a série retrata os desejos de uma juventude conectada em uma realidade física repleta de medo e desconfiança. Dirigido por Esmir Filho, de Os Famosos e os Duendes da Morte e Tapa na Pantera.
6 - AJ and The Queen(EUA, 2020)
RuPaul vive Ruby Red, uma drag queen glamorosa, mas sem muita sorte, que viaja por todo o país, de um clube a outro, em um trailer velho. Ela é acompanhada de sua improvável ajudante AJ, uma órfã clandestina de 11 anos de idade. Enquanto esses dois desajustados viajam de cidade em cidade, a mensagem de amor e aceitação de Ruby acaba tocando as pessoas e mudando suas vidas para melhor. A série é uma linda homenagem à cultura queer e conta com aparições especiais de várias participantes de RuPaul’s Drag Race.
5 - Sex Education 2a Temporada(EUA, 2020)
O inseguro Otis manja tudo quando o negócio é aconselhamento sexual, graças à sua mãe sexóloga. Nessa temporada seu relacionamento com a rebelde Maeve não vai nada bem, e ela precisa enfrentar seus próprios demônios pessoas. As tramas LGBTQIA+ ganham ainda mais espaço na trama, já que Eric se envolve em um triângulo amoroso e há até uma discussão sobre como fazer a chuca e um novo casal de meninas. A série conta com Gillian Murphy no elenco, famosa por Arquivo X.
4 - Alguém tem que morrer(Espanha, 2020)
Na Espanha da década de 50, um casal chama o filho de volta do México para apresentá-lo a sua noiva. Mal saiam que ele chegaria acompanhado de um bailarino. O grupo então percebe que, para ganhar vantagem do opressor governo, alguém terá que morrer. Com um elenco estelar encabeçado por Carmen Maura, Cecilia Suarez, Alejandro Splitz, Ernesto Alterio e Ester Exposito a minisérie discute intolerância e homofobia, na conservadora Espanha franquista.
3 - Hollywood(EUA, 2020)
A série de Ryan Murphy para a Netflix, mostra o auge da era de ouro de Hollywood. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, um ambicioso grupo de atores e cineastas tenta conquistar a fama e o sucesso, enfrentando as injustiças do sistema e preconceitos contra raça, gênero e sexualidade. Visualmente lindo e com uma história tocante a série é cheia de otimismo e referências à uma época única para o cinema.
2 - Ratched(EUA, 2020)
Mais uma para o Ryan Murphy! Em 1947, Mildred Ratched, brilhantemente interpretada por Sarah Paulson, chega na Califórnia do Norte em busca de emprego em um crescente hospital psiquiátrico que lidera com novas experiências na mente humana. Numa missão clandestina, Mildred se apresenta como a enfermeira perfeita, mas à medida que ela se infiltra no sistema de saúde mental, o exterior carismático de Mildred começa a esconder uma escuridão, provando que monstros reais são feitos. A personagem, que na série é homossexual, é baseada em personagem de Um Estranho no Ninho. Sharon Stone faz uma participação luxuosa no elenco.
1 - Veneno(Espanha, 2020)
A história da vida e morte de Cristina Ortiz, La Veneno, um dos ícones LGBTQIA+ mais importantes e amados da Espanha. Apesar de conhecida por seu carisma e personalidade divertida, a vida de La Veneno permanece um enigma. Essa história, baseada no livro de Valeria Vegas, narra as experiências de uma mulher transexual, que ganhou a fama com suas aparições televisivas nos anos 90 e conquistou a audiência com sua visão única do mundo. A série foi produzida pela Atres Media Premium, plataforma do canal de TV Antena 3, e está sendo exibida internacionalmente pela HBO MAX.












