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domingo, 21 de dezembro de 2025

❤️ FAVORITOS DO PÚBLICO: O Top 10 que Definiu 2025


A curadoria da retrospeQUEERtiva 2025 parte sempre de um olhar crítico sobre o que há de mais pulsante no cinema queer contemporâneo, mas é no engajamento do público que se revela um termômetro decisivo. Os textos mais lidos do ano no CINEMATOGRAFIA QUEER indicam um interesse consistente por narrativas que tensionam o drama íntimo, o desejo deslocado, o terror transgressor e os afetos em estado de instabilidade.

Organizada a partir do ranking de acessos do blog em 2025, esta lista reúne filmes e séries que catalisaram debates, compartilhamentos e leituras atentas. Do thriller policial ao drama familiar, passando por erotismo, cinema de gênero e experiências formais, estes são os 10 títulos que definiram a conversa com nossos leitores ao longo do ano.

A CONTAGEM REGRESSIVA DOS MAIS ACESSADOS:

10 - "Straight" (México, 2023), de Marcelo Tobar

09- "Langue Étrangère" (França, Alemanha, Bélgica, 2024), de Claire Burger

08 - "Emmanuelle" (França, EUA, 2024), de Audrey Diwan

07 - "Ponyboi" (EUA, 2024), de Esteban Arango

06 - "Vitória" (Brasil, 2025), de Andrucha Waddington

05 - "À Paisana" ("Plainclothes", EUA, 2025), de Carmen Emmi

04 - "Enzo" (França, Bélgica, 2025), de Robin Campillo

03 - "Sauna" (Dinamarca, 2025), de Mathias Broe

02 - "Mamántula" (Alemanha, Espanha, 2023), de Ion de Sosa

01 - "Twinless" (EUA, 2025), de James Sweeney

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

TOP 10 DOCUMENTÁRIOS LGBTQIA+ 2025

Este ano, o CINEMATOGRAFIA QUEER elege os 10 documentários LGBTQIA+ favoritos de 2025. São obras que não apenas brilharam em festivais como o Candango e o SXSW, mas que traçam um mapa da memória e do manifesto, resgatando histórias que vão do legado de Cazuza à resistência das performers trans de Recife. Essa seleção celebra a urgência da não-ficção e a riqueza temática com assuntos como afeto trans e narrativas que, por muito tempo, foram marginalizadas ou apagadas pelos livros de história.

Revisita a vida e o assassinato não resolvido de Venus Xtravaganza, figura central de “Paris Is Burning”, deslocando o olhar do ícone para a pessoa. O documentário investiga com sensibilidade o legado de Venus a partir da complexidade de suas duas famílias, a biológica e a ballroom.

Ao revisitar a trajetória de Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço, o filme revela sua identidade queer mantida em sigilo durante a vida. O documentário adiciona novas camadas emocionais e políticas à figura histórica, transformando Ride em símbolo tardio de representatividade e inspiração.

Documentário híbrido que mapeia a presença queer no cinema iugoslavo e sérvio ao longo do século XX, Ambicioso em sua arqueologia cultural, o filme revela momentos surpreendentes, como beijos homossexuais de 1911, reposicionando o Leste Europeu na história do cinema queer.

Focado no período entre 1987 e 1989, o documentário acompanha a explosão criativa de Cazuza enquanto o artista lidava com o diagnóstico de AIDS. Entre discos, turnês e o icônico show “O Tempo Não Para”, o filme constrói um retrato íntimo da resiliência e da urgência criativa.

Traçando um panorama que vai dos jornais mimeografados dos anos 60 à imprensa digital contemporânea, o documentário afirma a comunicação queer como ferramenta política central. 

A partir dos arquivos fotográficos e diários de Libuše Jarcovjáková, cineasta e fotógrafa conhecida como a “Nan Goldin da Tchecoslováquia”, o documentário expõe sexo, marginalidade e dissidência sob o regime comunista.

O filme acompanha trajetórias paralelas de April Ashley e Amanda Lear, duas mulheres trans que partiram do mesmo cabaré parisiense nos anos 60 e seguiram caminhos radicalmente distintos.

Cinco décadas após o lançamento de “The Rocky Horror Picture Show”, o documentário retorna às origens afetivas e culturais do maior fenômeno cult do cinema. Mais do que um resgate histórico, o filme mostra como Rocky Horror segue operando como catalisador de identidades, libertações e comunidades queer através das gerações.

Acompanhando a gestação de Apolo, filho de um casal trans, o documentário confronta barreiras institucionais, burocracias médicas e a transfobia estrutural. Com abordagem íntima e direta, o filme reivindica a legitimidade de paternidades trans e corpos grávidos dissidentes, articulando afeto e urgência política de forma pioneira no cinema brasileiro.

Documentário híbrido que acompanha seis performers trans veteranas de Recife, todas acima dos 50 anos, reconstruindo décadas de arte, sobrevivência e invenção de si. Com estética neon/VHS e trilha de brega nordestino, o filme transforma dor e estigma em memória viva, celebrando quem fez da noite um território de resistência e manifesto.

quinta-feira, 13 de março de 2025

2023: Luzes e Sombras do Renascimento

 

Em 2023, depois de quase desistir, o CINEMATOGRAFIA QUEER se consolidou como um farol de revolução e brilho, erguendo-se em um mundo que testou nossa resistência desde os primeiros dias do ano. Entre o peso visceral de narrativas cruas e o glamour de histórias que celebram nossa existência, eu dancei entre a superação de adversidades e a celebração. 2023 foi um ano que gritou e clamou pela força de seguir em frente.


Janeiro: Um Brinde à Nossa Existência

Janeiro abriu com "The Inspection", de Elegance Bratton, que falou de resistência ao retratar um jovem gay negro enfrentando o machismo no exército americano. "Candy Land", de John Swab, mergulhou no terror queer com um toque de exploitation, e meu especial “TOP 10 Cinema LGBTQIA+ Argentino” celebrou obras como "Plata Quemada", de Marcelo Piñeyro, um clássico de 2000 sobre amor e crime. Um brinde à nossa existência que resiste e brilha!

Fevereiro: Paixão e Provocação

Fevereiro trouxe o fogo do desejo e da subversão. "Mato Seco em Chamas", de Joana Pimenta e Adirley Queirós, incendiou as telas com seu olhar queer e político sobre o Brasil, enquanto "A Baleia", de Darren Aronofsky, emocionou com Brendan Fraser vivendo um professor gay lidando com luto e aceitação. "Swallowed", de Carter Smith, trouxe terror corporal quee. Meu especial “TOP 100 Filmes LGBTQIA+” trouxe as maiores joias na minha opinião.Um mês que provocou e apaixonou!

Março: Luta e Brilho

Março celebrou três anos do CINEMATOGRAFIA QUEER com obras que honraram as mulheres e a comunidade queer. "Regra 34", de Julia Murat, venceu o Leopardo de Ouro em Locarno e trouxe uma narrativa brasileira visceral sobre desejo e violência, enquanto "Blue Jean", de Georgia Oakley, retratou a luta de uma professora lésbica na Inglaterra dos anos 80.. "Of An Age", de Goran Stolevski, trouxe um romance australiano delicado. Três anos de puro brilho e resistência!

Abril: Delicadeza e Resistência (Mórbida Semelhança)

Abril foi um equilíbrio entre a suavidade do amor e a força da luta. "Eismayer", de David Wagner, retratou um romance gay no exército austríaco com sensibilidade, enquanto "Fogaréu", de Flávia Neves, trouxe um olhar brasileiro sobre identidade e memória. "Gêmeas: Mórbida Semelhança", com Rachel Weisz, reimaginou o clássico de Cronenberg, de forma episódica, com um toque sáfico que me fez tremer. Um mês de sussuros e resistência.


Maio: Caos e Beleza em Harmonia

Maio foi uma explosão de caos estético e beleza queer. "Inverno em Paris", de Christophe Honoré,me pegou, com sua narrativa sensível sobre luto. "Monica", de Andrea Pallaoro, trouxe Trace Lysette em uma performance poderosa como uma mulher trans reconectando-se com a família, enquanto "The Blue Caftan", de Maryam Touzani, emocionou com um triângulo amoroso marroquino. "Trois nuits par semaine", de Florent Gouëlou, celebrou a cultura drag francesa, e minha primeira entrevista do blog, com o ator Lucas Drummond, trouxe reflexões incríveis sobre representatividade e arte. Um mês que foi caos, beleza e marco pessoal!

Junho: Ecos do Orgulho

Junho, o mês do Orgulho, foi uma marcha de história e celebração. "The Stroll: As Trabalhadoras da Rua 14", de Kristen Lovell e Zackary Drucker, resgatou a luta de trabalhadoras sexuais trans em Nova York, enquanto "Pixote, a Lei do Mais Fraco", de Hector Babenco, foi revisitado como um clássico brasileiro, com a inesquecível Lilica servindo representatividade trans. Um Orgulho que gritou alto!

Julho: Surrealismo e Subversão

Julho mergulhou no surrealismo e na subversão, desafiando todas as normas. "20.000 Espécies de Abelhas", de Estibaliz Urresola Solaguren, foi um marco espanhol sobre uma criança trans, enquanto "Pornomelancolía", de Manuel Abramovich, provocou com um olhar cru sobre um ator pornô queer. "Nimona", de Nick Bruno e Troy Quane, trouxe representatividade trans em uma animação vibrante, e "Barbie", de Greta Gerwig, subverteu estereótipos com um toque queer inesperado. Meu especial “Melhores Filmes LGBTQIA+ do 1º Semestre de 2023” destacou obras como "Beautiful Beings", de Guðmundur Arnar Guðmundsson, "A Esposa de Tchaikovsky", de Kirill Serebrennikov, e "O Paraíso", de Zeno Graton. Um mês que virou as convenções de cabeça pra baixo!



Agosto: Emoção Crua e Conexões Profundas

Agosto foi um caldeirão de emoções, com histórias que tocaram a alma. "Vermelho, Branco e Sangue Azul", de Matthew López, trouxe um conto de fadas queer com a química irresistível de Taylor Zakhar Perez e Nicholas Galitzine. A segunda temporada de "Heartstopper", de Alice Oseman, aqueceu o coração com mais amor jovem  e "Anhell69", de Theo Montoya, mergulhou na cena queer de Medellín, mexendo profundamente comigo. Conexões pra deixar marcar.

Setembro: Estética e Melancolia

Setembro trouxe uma mistura de estética vibrante e melancolia profunda. "Cassandro", de Roger Ross Williams, celebrou o lutador gay mexicano com uma performance brilhante de Gael García Bernal. "Bottoms", de Emma Seligman, trouxe comédia Gen Z sáfica e "Estranha Forma de Vida", de Pedro Almodóvar, foi um faroeste homoerótico com Ethan Hawke e Pedro Pascal que lacrou. Um mês de estética e suspiros!


Outubro: Terror Queer com Coração

Outubro abraçou o terror queer com um toque de coração. "Passagens", de Ira Sachs, trouxe um triângulo amoroso visceral com Franz Rogowski e Adèle Exarchopoulos, enquanto "Kokomo City", de D. Smith, documentou a vida de mulheres trans negras com realness e potência. "Acampamento Sinistro", de Robert Hiltzik, foi revisitado como um clássico de terror com subtexto trans, e "Grave", de Julia Ducournau, misturou canibalismo e descoberta queer.  Um Halloween que assustou com aconchego!


Novembro: As Telas que Transformam

Novembro foi um mosaico rico, com narrativas que transformam. "Mutt", de Vuk Lungulov-Klotz, trouxe uma narrativa transmasculina em Nova York que me marcou, enquanto "Novo Olimpo", de Ferzan Özpetek, adicionou um romance italiano agridoce pra Netflix. "Segredos de um Escândalo", de Todd Haynes, lacrou com Julianne Moore e Natalie Portman, e "Saltburn", de Emerald Fennell, foi uma catarse de luxúria e poder. "Rustin", de George C. Wolfe, celebrou o ativista Bayard Rustin, e meu especial “New Queer Cinema” revisitou o movimento dos anos 90. Meu “TOP 10 Diretores” destacou nomes como Almodóvar, Derek Jarman e Fassbinder – ícones que moldaram meu caráter e o cinema queer.

Dezembro: Festa e Reflexão Final

Dezembro fechou com a RetrospeQUEERtiva 2023 e celebrações natalinas queer. Meu “TOP 10 Filmes LGBTQIA+ 2023” destacou obras como "20.000 Espécies de Abelhas", de Estibaliz Urresola Solaguren, e colocou "Pedágio", de Carolina Markowicz, no pódio, com sua narrativa brasileira potente sobre família e aceitação e "Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante", de Aitch Alberto, trouxe um coming-of-age emocionante que aqueceu o coração. Um ano de revolução que se eterniza em glitter, amor e luta  sob as luzes do renascimento queer!


Toque Final Em 2023, o CINEMATOGRAFIA QUEER brilhou como nunca, transformando cada história em um grito de revolução e um banho de glitter. De "Inverno em Paris", de Christophe Honoré, a "Cassandro", de Roger Ross Williams, de Derek Jarman a Markowicz, foi um ano que provou que nossa existência é resistência e arte.


terça-feira, 11 de março de 2025

2022: O Ano da Reinvenção e da Resistência



Em 2022, abracei o cinema queer como espaço de reinvenção e resistência, num mundo ainda marcado pelo isolamento e incerteza. Misturei o peso visceral de "Os Primeiros Soldados", de Rodrigo de Oliveira, com o brilho global da segunda temporada de "Euphoria", de Sam Levinson, e a delicadeza de "Heartstopper", de Alice Oseman, transformando o CINEMATOGRAFIA QUEER em refúgio e arma. Meu olhar crítico navegou entre a solidão pandêmica e a força de afirmar nossa identidade no caos, provando que, mesmo nas sombras, a gente brilha e resiste.

Janeiro:  Start com Alma e Memória

Janeiro mostrou meu compromisso com narrativas LGBTQIA+ com "Corações de Pedra", de Guðmundur Arnar Guðmundsson, um drama intenso com cicatrizes que saltam da tela, enquanto "Os Primeiros Soldados", de Rodrigo de Oliveira, mergulhou no início da epidemia da AIDS, em Espírito Santo enquanto Fábio Leal abordou o sexo em tempos de máscara em "Seguindo Todos os Protocolos". "Queen of the Universe", com a vitória da brasileira Grag Queen (futura apresentadora do "Drag Race Brasil"), trouxe o "The Voice" das queens, mostrando que o Brasil lacra até no palco global. Um start que foi BERRO e um abraço!

Fevereiro: Toxinas Couture

Fevereiro me jogou na energia crua da segunda temporada de "Euphoria", de Sam Levinson, que analisei encantado por sua mistura de identidade, sexualidade, dependência química e saúde mental, numa estética em tons neon e uma trilha impecável. "The Velvet Underground", de Todd Haynes, revisitou o underground queer de Lou Reed. "Casa Gucci", de Ridley Scott, trouxe Lady Gaga para um assassinato fashion. Um mês pesado, mas que não se curvou!

Março: Rainhas em POP ART

Celebrei o mês da mulher com "Bessie", de Dee Rees, resgatando a lenda do blues, com Queen Latifah, e "Garota Infernal", de Karyn Kusama, trazendo terror adolescente afiado com Megan Fox. Meu especial MULHERES NA DIREÇÃO foi pura sensibilidade. "Os Diários de Andy Warhol", revisitou um ícone queer de quem sou fã,  me identifico com seu olhar introspectivo e na explosão de POP ART que ele trouxe pro mundo. Olhei pra trás com orgulho e pra frente com fogo!

Abril: O Peso da Liberdade e o Abraço de Heartstopper

Abril foi uma montanha-russa. "Great Freedom", de Sebastian Meise, me socou com sua luta por liberdade na Alemanha pós-guerra, e meu especial "Almodóvar e A Voz Humana" mergulhou na obsessão do mestre pelo monólogo de Jean Cocteau. "Heartstopper", de Alice Oseman, me abraçou com amor jovem queer aquecendo meu coração como num início de namoro e "Tick, Tick… BOOM!", de Lin-Manuel Miranda, me ensinou tudo o que eu precisava sobre o musical Rent. Da pedrada ao afago!

Maio: Multiverso Queer e o Caos de Tudo em Todo Lugar

Maio lacrou com "Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo", de Daniel Kwan e Daniel Scheinert, um hino queer, sobre reconciliação parental, caótico e maravilhoso, que eu sabia que ia pro Oscar. Revistei "Deuses e Monstros", de Bill Condon, sobre a lenda James Whale, e "Ed Wood", de Tim Burton e "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues. Um portal múltiplo!

Junho: Orgulho com Raízes e História

Junho, o Orgulho, foi uma história viva. "Línguas Desatadas", de Marlon Riggs, e "Os Tempos de Harvey Milk", de Rob Epstein, resgataram a luta, enquanto "Fire Island: Orgulho & Sedução", de Andrew Ahn, tentou reinventar Jane Austen. A nova versão de "Queer as Folk" reimaginou, sem muito sucesso, um clássico. Meu especial “Ancestralidade LGBTQIA+ no Cinema” celebrou o orgulho com raízes. Um farol no passado para iluminar o futuro.


Julho: Surrealismo a Francesa

Julho foi provocação com "Os Garotos Selvagens" e "After Blue (Dirty Paradise)", de Bertrand Mandico, onde gênero e desejo viraram surrealismo alucinante. "Shit & Champagne", de D’Arcy Drollinger, me ofereceu meskin e muitas risadas. "The Queen", de Frank Simon, e "Cazuza: O Tempo não Para", de Sandra Werneck e Walter Carvalho, celebraram ícones. Já "Peter Von Kant", de François Ozon, foi uma reinvenção poderosa do meu ídolo Rainer Werner Fassbinder. Cinema que não explica, só sente!

Agosto: Delicadeza em Chamas

Agosto foi um caldeirão. "Aftersun", de Charlotte Wells, me fez chorar com paternidade e memória. "Medusa", de Anita Rocha da Silveira, misturou feminismo e surrealismo com crítica social, enquanto "Fogo-Fátuo", de João Pedro Rodrigues, dançou entre homoerotismo e natureza com um toque poético e "Na Cama com Madonna", de Alek Keshishian, revisitou realeza pop queer dos anos 90. Um mês e tanto, puro fogo e paixão! 


Setembro: Giallo Neon
Setembro foi estética pura com "Hideous", entonado por Oliver Sim, e "Les Îles", de Yann Gonzalez, neo-giallo erótico, musical e melancolia que eu amei. "Morte.Morte.Morte.", de Halina Reijn, trouxe slasher Gen Z queer. "Dahmer", de Ryan Murphy, me prendeu com true crime canibal. "The White Lotus", de Mike White, brilhou com “THESE GAYS ARE TRYING TO KILL ME” – Jennifer Coolidge rainha! Minha lista “Um Pouco Sobre Yann Gonzalez” mergulhou em "Os Encontros da Meia-Noite" e "Faca no Coração". Neo-giallo que incendeia!

Outubro: Gritos e Suspiros

Outubro abraçou o terror queer. "Suspiria: A Dança do Medo", de Luca Guadagnino, "Hellraiser", de David Bruckner, e "O Exorcismo da Minha Melhor Amiga", de Damon Thomas, revisitaram clássicos com subtexto, enquanto "Piggy", de Carlota Pereda, abordou o bullying com ferocidade. "Mais que Amigos", de Nicholas Stoller, e "Ao Seu Lado", trouxeram romance gay. Susto com suor e coração!

Novembro:  Magnetismo Sombrio

Novembro foi uma salada chique! "Moonage Daydream", de Brett Morgen, celebrou David Bowie com um mergulho psicodélico, e "Chucky", de Don Mancini, voltou com Glen/Glenda, trazendo terror queer camp. "Close", de Lukas Dhont, me partiu o coração com sua delicadeza brutal, enquanto "My Policeman", de Michael Grandage, falou de amor oprimido com Harry Styles. "Tár", de Todd Field, com "Triângulo da Tristeza", de Ruben Östlund, exploraram dinâmicas de poder. "Queer for Fear", de Sam Wineman, e "Interview with the Vampire", de Rolin Jones, trouxeram terror elegante, e "Wandinha", de Tim Burton, lacrou com Jenna Ortega como Wednesday Addams. Brilho e lágrimas ácidas!

Dezembro: Corações Dilacerados em Festa

Dezembro fechou com minha primeira RetrospeQUEERtiva em três atos – filmes, terror queer e mulheres na direção. Meu "Top 10 Filmes e Séries LGBTQIA+ 2022" destacou "Fogo-Fátuo", de João Pedro Rodrigues, "Paloma", de Marcelo Gomes, e "Great Freedom", de Sebastian Meise. "Spoiler Alert", de Michael Ausiello, trouxe um Natal triste, mas a série "Smiley", de Guillem Clua, entregou fofura espanhola natalina. E pra encerrar canibalizando, teve "Até os Ossos", de Luca Guadagnino, com Taylor Russell e Timothée Chalamet devorando a tela. E meu último post do ano, sobre "Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos", fechou servindo gazpacho no RÉVEILLON!

O Toque Final

Em 2022, renasci no caos, transformando o cinema queer num espelho da nossa força, dor e beleza. De "Euphoria", de Sam Levinson, a "Heartstopper", de Alice Oseman, de Mandico a Liniker, cada escolha foi amor e luta. Um ano que provou que a gente resiste, reinventa e brilha e sem pedir permissão!



segunda-feira, 10 de março de 2025

2021: O Ano da Expansão e do Lacre



2021: o ano que escancarei as portas do cinema queer com listas, críticas e lacres sem limites! Do underground sujo ao mainstream brilhante, do passado que ressoa ao presente que pulsa, o CINEMATOGRAFIA QUEER ganhou asas para alçar voo!

Janeiro: Visibilidade em Chamas

Janeiro começou com o punho erguido! "Taekwondo", de Marco Berger, explodiu com testosterona queer que me imergiu no universo do cineasta argentino. Minha lista “Melhores Filmes Trans” celebrou obras como "O Funeral das Rosas", de Toshio Matsumoto a "Tomboy", de Céline Sciamma. "Lingua Franca", de Isabel Sandoval gritou identidade. "Bixa Travesty", de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, celebrou Linn da Quebrada. De "Café da Manhã em Plutão", de Neil Jordan, a "120 Batimentos por Minuto", de Robin Campillo, foi um hino à liberdade que deu um "toma" no conservadorismo!

Fevereiro: Catarse em Ebulição

Fevereiro foi catarse pura: "Giant Little Ones", de Keith Behrman, e "E Então Nós Dançamos", de Levan Akin, desmontaram normas em narrativa. "Aqueles Dois", de Sérgio Amon, trouxe o Brasil dos anos 80 com tensão sexual de um conto de Caio F. Abreu. ”Vera", de Sérgio Toledo, entregou delicadeza transmasculina. "O Anjo", de Luis Ortega, serviu true crime argentino. "It’s a Sin", de Russell T Davies, estreou com força, narrando a crise da AIDS com emoção crua. Amores intensos e verdades escancaradas.

Março: Rainhas Quebram Tudo

WHO RUN THE WORLD? Gurrrrls! Março foi das que mandam! "Minha lista “10 Filmes LGBTQIA+ Dirigidos por Mulheres” celebrou "Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar!",  de Beeban Kidron, "Elisa y Marcela", de Isabel Coixet, e "XXY", de Lucía Puenzo.O homoerótico "Sebastiane" me abriu os olhos para Derek Jarman! Um soco na misoginia!

Abril: Balé do Desejo

Abril foi pura poesia: "Bom Trabalho", de Claire Denis, trouxe homoerotismo militar, e "Tenho Medo Toureiro", de Rodrigo Sepúlveda, emocionou com uma trans apaixonada. Meu especial sobre o Teddy Award destacou "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro. "Nunca Fui Santa", de Jamie Babbit, riu das normas, e "Canção de Amor", de Jean Genet, trouxe poesia queer clássica que eu precisava. Um mês que dançou entre desejo e luta!

Maio: Mosaico de Glitter

Maio foi uma colcha de retalhos brilhante: "Tinta Bruta", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, trouxe erotismo digital, "Cruella", de Craig Gillespie, punkizou a Disney, e "Pepi, Luci e Bom", de Pedro Almodóvar, foi puro deboche à la Movida Madrileña. Já "El Baile de los 41", de David Pablos, revisitou um escândalo histórico. Um mosaico que ressoou com o legado de resistência que moldou vozes.


Junho: Orgulho em Neon
Junho foi Orgulho em carne viva: "Milk", de Gus Van Sant, relembrou a luta por direitos, "Pose: 3ª Temporada", de Ryan Murphy, fechou o ballroom com glória e emoção. Minhas listas de Derek Jarman, François Ozon, Rainer Werner Fassbinder e John Waters celebraram o transgressor – de "Magnicídio", de Jarman, a "8 Mulheres", de Ozon. "Manhãs de Setembro" trouxe Liniker em um hino MPB. E na tela o Orgulho brilhou, iluminando nossa luta com cada cena!


Julho: Subversão em Alta Costura

Julho subverteu tudo: Me joguei numa maratona de Gregg Araki. "The Misandrists", de Bruce LaBruce, riu do patriarcado. "Rafiki", de Wanuri Kahiu, trouxe amor sáfico queniano proibido, e "Drag Race España", com Supremme DeLuxe, brilhou com seu toque maricón na franquia! Analisei a relação de Almodóvar com a Moda e Minhas listas de Musicais LGBTQIA+ e Trilhas de Xavier Dolan celebraram a sonoridade queer. Subversão em dó maior!


Agosto: O Baile da Diaba

Agosto foi um baile épico: "A Rainha Diaba", de Antônio Carlos da Fontoura, trouxe o Brasil em um clássico subversivo com Milton Gonçalves reinando, e "Luana Muniz - Filha da Lua", de Leonardo Menezes e Rian Córdova, celebrou a realeza trans (que não é bagunça). "O Outro Lado de Hollywood", de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, revelou muito do que eu precisava saber. Ousadia e glitter na veia! E nesse baile, a Diaba dançou soberana!


Setembro: Um Ano de Glória

Setembro celebrou o primeiro niver do CINEMATOGRAFIA QUEER no Instagram! "Meu 1º Verão", de Katie Found, trouxe amor delicado, e "Pequena Garota", de Sébastien Lifshitz, foi resistência trans infantil. "Sex Education: 3ª Temporada", de Laurie Nunn, e "Britney Vs Spears", de Erin Lee Carr, injetaram cultura pop, enquanto "Ataque dos Cães", de Jane Campion, trouxe tensão queer com Benedict Cumberbatch, desconstruindo o faroeste. Uma festa que gritou: “Cheguei pra ficar(e desconstruir)!”

Outubro: Terror com Glitter

Outubro foi sombrio e fabuloso: "A Hora do Pesadelo 2", de Jack Sholder, e "Entrevista com o Vampiro", de Neil Jordan, trouxeram terror queer clássico, "Titane", de Julia Ducournau, chocou, e "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar, me tocou profundamente com sua abordagem política. Minha lista “Terror Queer” incluiu "Vampyros Lesbos", de Jesús Franco, e "As Boas Maneiras", de Juliana Rojas e Marco Dutra. "Euphoria", de Sam Levinson, brilhou com Hunter Schafer e Zendaya em uma clima pesado. O susto também foi um close!

Novembro: Fogo Festival

Novembro incendiou com o Mix Brasil exibindo "Benedetta", de Paul Verhoeven, uma obra-prima de desejo e religião, "Ney à Flor da Pele", de Felipe Nepomuceno, lacrou com Ney Matogrosso, "Madalena", de Madiano Marcheti, e "Boy Meets Boy", de Daniel Sánchez López, emocionaram com narrativas pouco convencionais. Um festival de baphos que parou tudo!

Dezembro: Final BABILÔNICO!

Dezembro fechou com chave de ouro: minhas listas "TOP 10 Filmes 2021" consagrou "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar, e o mês da Conscientização destacou "12 Filmes Essenciais sobre HIV/AIDS" com peso histórico. "Deserto Particular", de Aly Muritiba, foi uma joia nacional, "Flee", de Jonas Poher Rasmussen, emocionou com animação queer, "The Bitch Who Stole Christmas", de Don Scardino, trouxe deboche natalino com RuPaul à la Miranda Priestly, e "Um Crush para o Natal", de Michael J. Murray, aqueceu com fofura gay. Um final apoteótico pra um ano que foi TUDO!

Lacre Final:

2021 foi o voo que elevou minha alma no CINEMATOGRAFIA QUEER, navegando das chamas de janeiro às glórias de dezembro. Cada lista, crítica e lacre foi um passo na resistência, tecendo um legado queer que pulsa das margens ao mainstream.