Mostrando postagens com marcador casey affleck. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casey affleck. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

ParaNorman(EUA/Reino Unido, 2012)

Na animação da Laika Studios, de Chris Butler e Sam Fell, Norman (Kodi-Smit-McPhee) é abençoado com a habilidade incomum de ver pessoas mortas. Só que todos ao seu redor veem essa habilidade não como uma bênção, mas como uma maldição. Intimidado na escola, ele se torna amigo de Neil (Tucker Albrizzi), um garoto acima do peso que aprecia, em vez de temer, a capacidade de Norman de ver pessoas mortas.

Quando Norman é abordado por seu tio, Sr. Prenderghast (John Goodman), que também compartilha sua habilidade, ele é informado que o aniversário da bruxa amaldiçoada da cidade que foi executada há 200 anos está se aproximando.


Acontece que Norman deve impedir a bruxa de levantar um exército de mortos. Mas quando as coisas dão errado, Norman e seus amigos se veem sendo perseguidos por um exército de zumbis. A fim de salvar sua cidade, eles devem encontrar uma maneira de acabar com a maldição das bruxas permanentemente.

A condição de Norman funciona como uma metáfora óbvia para ser gay. Ele é referido como tendo "nascido assim" e sofrido bullying na escola por isso. Seu pai e outros membros da família fazem de tudo para tentar encorajar Norman a parar de ver pessoas mortas e apenas tentar ser "normal".


Além deste subtexto, ParaNorman também contém um personagem gay inovador, o irmão mais velho de Neil, Mitch. Do jeito que o personagem, foi um dos primeiros assumidamente gays, a aparecer numa animação infantil.


Tecnicamente,  o stop motion de ParaNorman é impecável devido aos seus visuais impressionantes e sua sensibilidade cômica hilária. O humor é bastante ostensivo para o assunto macabro, com momentos verdadeiramente inteligentes, como o uso do tema do Halloween que passeia pelo filme.





sexta-feira, 19 de março de 2021

Um Fascinante Novo Mundo(The World to Come, EUA, 2020)


Apresentado no Festival de Veneza, em 2020, onde venceu o prêmio Queer Lion, The World to come, da diretora norueguesa Mona Fastvold, adapta o romance de Jim Shepard numa história de amor incrivelmente bela, ambientada nos EUA rural, dos anos 1850.


O diário de Abigail, interpretada por Katherine Waterston, da franquia Animais Fantásticos, narra os acontecimentos de sua vida sofrida devido à morte da filha. O luto a mantém cada vez mais afastada do marido, Dyer(Casey Affleck). Todo céu se torna um inferno ao lado da pessoa errada.

A vida na fazenda muda com a chegada do irritante e inseguro Finney, Christopher Abbott, de Possessor, e sua esposa Tallie, Vanessa Kirby, indicada ao Oscar por Pieces of a Woman. O casal arrenda uma fazenda nos arredores e mantém uma estranha relação.


Quando Tallie, a bela dos cabelos de fogo, começa uma amizade com Abigail, já é fácil imaginar o que irá acontecer. O roteiro, do próprio autor do livro em parceria com Ron Hansen, é muito eficiente em não cair nos clichês dos filmes do gênero e a direção muito sutil nos beijos e cenas de sexo.

Em um mundo onde deviam ser moldadas por seus homens, fazendeiros rústicos, e viverem relações tóxicas, Abigail e Tallie caminham a frente do seu tempo para lidar com seus sentimentos. No entanto, elas não conseguem escapar de ter seus destinos traçados pelo sexo masculino.

Cheio de simbolismos, como uma forte nevasca, ou as tetas de uma vaca sendo ordenhadas, o filme vai sendo construído em cima de uma poderosa feminilidade e uma narração poética, que reverenciam a obra prima Retrato de uma jovem em Chamas.

A mistura de espanto com alegria de Abigail ao beijar Tallie pela primeira vez, sintetiza um pouco do espírito do filme, que tem um show de atuações de todo o elenco e uma química perfeita do casal que separado é ‘como uma biblioteca sem livros’.